Acupuntura Pediátrica

Por Fernanda Fock, Naturóloga e Acupunturista

A Acupuntura pediátrica se difere da acupuntura convencional na forma lúdica de atendimento e no estímulo utilizado para o tratamento na criança e no bebê.

As crianças e bebês normalmente possuem rápida resposta ao tratamento pois a energia Qi (energia vital na MTC e principal veículo de tratamento na Acupuntura) circula mais superficialmente e a energia Yang está aflorada, típica desta fase de vida, e essa também é uma característica que é favorável a aplicação de acupuntura em crianças, pois a energia se move rapidamente e ao menor estímulo efetuado.

Aos menores de 6 anos, a aplicação da Acupuntura não é realizada com agulhas (salvo casos especiais como por exemplo reabilitação) e sim com laser ou sementes e esferas metálicas, o que torna o tratamento indolor.

acupuncture 140A partir dos 7 anos, estudos demonstram que a resposta ao estímulo com agulhas é mais eficiente, porém ainda assim o protocolo de atendimento é diferenciado para a criança. Normalmente são menos pontos aplicados e por menos tempo que o adulto.

A freqüência das sessões varia de acordo com o quadro clínico da criança. Normalmente inicia-se com uma aplicação por semana, passando para a cada 15 dias, uma vez ao mês e até receber alta da queixa apresentada.

Os chineses recomendam a Acupuntura não apenas para tratamento como também para prevenção. Na pediatria o objetivo da prevenção normalmente é diminuir o aparecimento de doenças, fortalecendo o sistema imunológico e o equilíbrio do Qi. Ela atua por exemplo prevenindo o surgimento ou diminuindo a intensidade de doenças respiratórias como gripe, resfriados e viroses.

Além da prevenção de doenças, a Acupuntura em crianças e bebês pode ser utilizada como coadjuvante no tratamento de alergias, bronquite, asma, congestão nasal, baixa imunidade, distúrbios do sono e insônia, cólicas, pesadelos e terrores noturnos, ansiedade, enurese noturna, problemas digestivos e dor abdominal, indigestão e refluxo, náusea e vomito, constipação intestinal e diarreia, erupções cutâneas, eczema, infecções de ouvido, dor de dente, dores em geral, déficit de crescimento, dificuldade de aprendizado, hiperatividade, dentre outros.

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Shantala

Shantala é uma técnica de massagem milenar indiana para bebês. A massagem consiste em movimentos lentos e suaves, alongamentos por todo o corpo do bebê, promovendo benefícios físicos e emocionais, além de manter o vínculo entre mãe e filho.

Foi Fredérick Leboyer, médico francês, criador do conceito do parto sem violência, conhecido como Parto Leboyer, que descobriu e trouxe para o Ocidente a massagem milenar indiana. Ele chamou de Shantala em homenagem à jovem mão que encontrou massageando o filho, em uma viagem à Índia, em 1976. Leboyer passou dias fotografando e gravando imagens de Shantala, além de registrar minuciosamente seus movimentos. O resultado desse trabalho está no livro “Shantala, massagem para bebês: uma arte tradicional”, que apresentou a técnica ao mundo e foi publicado em vários países. No Brasil foi o Dr. Cláudio Basbaum, um dos primeiros divulgadores da técnica de massagem Shantala, além de ser o introdutor do Parto Leboyer.

Na Índia, esse é um conhecimento tradicional, passado de mães para filhas, e tão corriqueiro quanto amamentar. Entre os benefícios da prática para a criança, que pesquisas científicas hoje comprovam, estão o fortalecimento do vínculo com a mãe, a prevenção de doenças, o equilíbrio emocional.

A Shantala proporciona alívio das cólicas, acalma o bebê, combate o estresse e ansiedade, produz relaxamento tônico, melhora a função motora, a habilidade de coordenação, facilita a respiração e digestão, assim como a compreensão dos pais acerca do comportamento do bebê.